O preço da Humanidade

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15 de maio, 2007 - 12h47 GMT (09h47 Brasília)

 

Governos

'têm cinco anos para

evitar

catástrofe climática'

A organização ambiental WWF disse que governos e políticos têm apenas cinco anos para tomar atitudes e "salvar o planeta de uma catástrofe de mudança climática".

Em um relatório em que apresenta cenários para 2050, a organização conclui que o mundo pode produzir energia limpa "mais que suficiente" para atender à demanda – "mas apenas se as decisões necessárias forem tomadas nos próximos cinco anos".

"Entretanto, é claro que as políticas econômicas e a intervenção governamental necessária para promover esta transição ainda não estão sendo tomadas, e nem estão em perspectiva em muitos casos", avalia o WWF.

No texto, de mais de cem páginas, a entidade lista áreas cruciais em que medidas têm de ser tomadas com urgência.

O Brasil é citado em uma delas, referente à perda de florestas: "O desflorestamento é responsável não apenas por uma significativa perda de ecossistema e de espécies, mas, muito importante, por 20% das emissões globais de gases que causam o efeito estufa".

"Dez países respondem por 87% da perda global de florestas, com o Brasil e a Indonésia respondendo juntos por 54%."

Ações

Outras ações defendidas pela organização são melhorar a eficiência energética, desenvolver tecnologias que utilizem energia limpa (como solar, eólica e de biomassa, por exemplo) e instalar indústrias com equipamentos para capturar o gás carbono.

O diretor-geral do WWF, James Leape, afirmou: "O mundo nunca esteve tão ciente da mudança climática, ou da necessidade urgente de conter o seu avanço. A questão é como fazer isso sem interromper o desenvolvimento e reduzir os padrões de vida."

"Conter o avanço climático é uma iniciativa de longo prazo, mas os primeiros passos devem ser dados pelos governos hoje no poder."

"O futuro depende de decisões que levem a uma economia de baixas, em uma escala de tempo consistente com a tarefa de planejar as dimensões sociais e econômicas dessa transição, para minimizar os impactos negativos desta mudança urgente."

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terça 15 maio 2007 16:12 , em Aquecimento Global


Uma bomba do Oriente

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15/05/2007 - 08h06 - Atualizado em 15/05/2007 - 09h53

Bomba em hotel mata ao menos 24 em cidade paquistanesa

'Não foi ataque suicida',
afirmou o secretário do Interior do país.
Hotel fica em Peshawar,
cidade que sofre com a violência das regiões tribais.
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Uma bomba colocada na recepção de um hotel na cidade paquistanesa de Peshawar matou ao menos 24 pessoas nesta terça-feira (15).

 

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A explosão ocorreu em um hotel de propriedade afegã, freqüentado por membros da comunidade, perto de uma conhecida mesquita no coração da capital da volátil Província da Fronteira Noroeste.

"Não foi um ataque suicida. Eles plantaram o dispositivo no Hotel Marhaba", disse Syed Kamal Shah, secretário do Interior.

Peshawar tem sido atingida pela violência das regiões tribais na fronteira com o Afeganistão.

 

As Forças Armadas paquistanesas lutam contra militantes da al-Qaeda na área e, ao mesmo tempo, tentam conter líderes tribais pró-Talibã.

Para escapar do conflito em sua terra natal nas últimas três décadas, muitos afegãos foram para Peshawar.

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terça 15 maio 2007 15:33 , em Guerras da Humanidade


Um debate para a Vida

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Segunda-Feira, 14 de Maio de 2007
EUA discutem meio ambiente
 
O futuro das grandes cidades é o tema de um encontro que começa nesta segunda-feira em Nova York.
Trinta e dois prefeitos das maiores cidades do mundo e presidentes de grandes empresas vão discutir os problemas ambientais comuns a todas as grandes metrópoles. Do Brasil, participam os prefeitos de São Paulo, Curitiba e do Rio de Janeiro.

Eles tentam encontrar uma solução que possa evitar a destruição dos recursos naturais sem prejudicar o crescimento econômico. Esse é um desafio, principalmente quando a referência da discussão é um estudo baseado em dados da ONU. Ele mostra que o aquecimento global vai forçar pelo menos um bilhão de pessoas a deixarem suas casas nos próximos 50 anos, afetadas por enchentes, secas e fome.

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segunda 14 maio 2007 16:57 , em Planeta Alerta


O deretimento do nosso lar

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04 de janeiro, 2007 - 12h45 GMT (10h45 Brasília)

2007 deve ser o ano mais quente da história

O mundo deve passar pelo ano mais quente de sua história em 2007, segundo previsão do Departamento Britânico de Meteorologia (Met Office). Um período quente maior deve ocorrer em virtude dos efeitos causados pelo El Niño, fenômeno meteorológico que aquece as águas do Oceano Pacífico e eleva as temperaturas de todo o planeta. Segundo o Departamento de Meteorologia, há 60% de chances de que a temperatura média da Terra bata o atual recorde, que é de 1998. A temperatura global deve passar cerca de 0,54ºC em relação à média de longo prazo, que é de 14 graus. Em 1998, esse valor foi superado em 0,52ºC. A projeção anual foi feita pelo Centro Hadley de Pesquisa de Variação Climática em conjunto com a Universidade de East Anglia. Efeito El Niño Segundo Chris Folland, diretor do Centro Hadley de Pesquisa de Variação Climática, a previsão é feita primordialmente em dois fatores. O primeiro é a emissão de gases na atmosfera, que ocasiona o Efeito Estufa. “Este é um método estatístico. É um número que representa o aquecimento da atmosfera”, disse. “O outro fator que permite essa previsão é o fato de que este ano terá a influência do El Niño”, explicou o pesquisador. O El Niño ocorre por causa da chegada de águas mais quentes do que o normal, vidas da América do Norte, à costa da América do Sul. O fenômeno é descrito como a maior influência na alteração anual do clima global. A Organização Meteorológica Mundial disse que o fenômeno deve continuar no primeiro trimestre do ano, o que deve causar alterações futuras. “Há um intervalo considerável, que pode levar quatro meses ou mais, entre o El Niño e o aquecimento climático”, afirmou Folland. “Para se avaliar o impacto do fenômeno, nós usamos um método estatístico, baseado em aferições de temperaturas nas regiões onde ele acontece e também um complexo método matemático”. Ele contou que a previsão tem sido ajustada levando-se em conta os dados dos últimos 50 anos. “Nós conferimos esta previsão três vezes, atualizando-a mensalmente e ela se mostrou completamente estável”, disse. A avaliação de que 2007 “tem 60% de chances de ser mais quente do que 1998” é mais provável de acontecer do que dar errado. A previsão feita pelo Hadley Centre nos últimos sete anos e a margem de erro tem sido de 0,06ºC.

segunda 14 maio 2007 16:48 , em Aquecimento Global


O Custo de uma Vergonha

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04 de maio, 2007 - 11h59 GMT (08h59 Brasília)

Amenizar efeito estufa

custa 3% do PIB mundial,

 diz relatório

A terceira parte do relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado nesta sexta-feira em Bangcoc, na Tailândia, concluiu que é possível estabilizar a emissão de gases que causam o efeito estufa em um nível que minimize o aquecimento global a um custo anual de não mais que 3% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial até 2030.

Segundo os cientistas, para minimizar os efeitos do aquecimento, o aumento de temperatura em todo mundo precisa ser mantido no limite de 2º C neste século.

No entanto, para essa meta seja alcançada com esse custo, os países do mundo precisariam adotar rapidamente tecnologias que diminuam a emissão dos gases do efeito estufa – aumentando o uso de biocombustíveis e de energia nuclear, por exemplo.

O relatório também, pela primeira vez, diz que as pessoas individualmente podem ter impacto na diminuição das emissões de gases prejudiciais, por meio de mudanças em seus estilos de vida.

“As pessoas precisam estar dispostas a mudar, a se preparar para mudar, porque para que possamos resolver o problema das mudanças climáticas, nós temos que mudar a forma como fazemos as coisas”, disse à BBC Ogundale Davidson, co-presidente do grupo do IPCC responsável pela redação do documento.

Combustíveis

A presença de gases do efeito estufa na atmosfera já aumentou 70% desde 1970 e deve aumentar entre 25% e 90% nos próximos 25 anos se nada for feito, alertaram os cientistas.

A concentração atual está em torno de 425 ppm (partes por milhão), e a "estabilização" de emissões abaixo de 450 ppm seria necessária para que o aumento médio na temperatura da Terra fique abaixo de 2º C.

O relatório reconhece que combustíveis fósseis devem continuar a ser a principal fonte de energia do planeta até depois de 2030 e prevê que em virtude disso as emissões de dióxido de carbono para uso energético no período entre 2000 e 2030 podem crescer entre 45% e 110%.

O documento menciona que entre dois terços e três quartos do aumento das emissões deve vir dos países em desenvolvimento, porém os níveis de emissões per capita continuarão baixos, se comparados aos dos países ricos.

Referência

O documento serve de base para a criação de novas políticas de proteção ao meio ambiente que devem ser desenvolvidas nas próximas conferências da ONU.

Nas 35 páginas do sumário do relatório estão resumidas tendências das emissões de gases, custos de mitigação a médio e longo prazo, políticas de contenção e maneiras de desenvolvimento sustentável.

"O relatório é brilhante e vai influenciar os tomadores de decisão, quando eles se reunirem em Bali em dezembro", disse Rajendra Pachauri, presidente do IPCC, se referindo ao 13º encontro da Convenção das Nações Unidas para Mudanças Climáticas.

O documento de Bangcoc é a terceira parte de um extenso levantamento que estima a extensão do problema do aquecimento global e sugere soluções.

A primeira parte do relatório anual foi divulgada em Paris em janeiro e concluiu que o fenômeno do aquecimento global é de fato causado pelo homem.
A segunda parte abordou os impactos das mudanças climáticas e foi divulgado em Bruxelas no começo do ano.

Em novembro, os delegados devem se reunir novamente, desta vez em Valência, na Espanha, para compilar as três partes do relatório em um documento final sintetizando as principais conclusões do IPCC.

sexta 11 maio 2007 17:49 , em Planeta Alerta


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